quarta-feira, 15 de abril de 2009

A vida

Tenho andado muito cansada,ontem assisti televisão até as 4h da madrugada e continuei sem sono,depois do Jô achei que não fosse aguentar por tanto tempo o plimplim daquela janela alienante,mas para a alegria da emissora lá estava eu feito uma idiota assistindo a hitória de um cara que ja tinha morrido,-não,não é o Brás Cubas,quem dera fosse;continuei ali deitada no sofazinho toda empacotada com um couxa de cama milenar da qual não abro mão,e não me pergunte porque,nem para a caridade da igreja,até poque se eu á doasse quém iria querer um mulambo velho que só tem valor á mim.
Voltando ao assunto,não sei o que foi que deu em mim ontem a noite,minha rotina foi a mesma de sempre e ao acordar eu pedi a Deus um dia bom,só bom e mesmo assim foi stressante e cansativo mas nada que eu não já estivesse habituada.Talvez meus dias tem sido cansativos por causa das novas responsabilidades que tomei
digamos que sou bem adulta agora e tomo frente de coisas da quais nunca pensei que tivesse pulso e confesso que há algumas que só tomarei o tal "pulso" quando fizer uns 22 anos.
No momento estou adiquirindo respeito,dialogando com meus genitores,-não pensa besteira(traduzindo:Pais)
,e tentando ser uma pessoas melhor.
Ah! Detalhe importante,estou proxima de uma decisão não tão alarmante mas assombrosa a muitos que me conhecem mas isso eu vou contar no proximo post.

um beijo na testa.

M.D.

segunda-feira, 16 de março de 2009

O senhor com o jornal

Estava atravessando a praça,peguei a câmera fotográfica e comecei a olha as fotos quando desviei o olhar para frente me deparei com os pequenos e ternos olhos de um senhor que tinha em uma das mãos um jornal e na outra uma maleta de couro.Nossos olhares se cruzaram em facção da segundo mas pra mim mais pareceram minutos era um olha persuasivo,como se ele talvez um dia houvesse participado da minha vida.
Ele era baixo tinha os cabelos e a barba bem grisalhos possuía um corpo gordinho e arredondado,os olhos eram azuis e sobressaiam entre a sobrancelhas cheias,seu olhar tão profundo me cativou de fato quase o acompanho mas o tempo foi deveras curto e nem uma palavra pude trocar.
Ao comentar com os amigos que encontrei após o acontecido,me disseram para ter cuidado afinal era um estranho,e por mais terno que fosse não poderia confiar nele e de fato dei razão a quem me corrigiu,mas sinceramente nunca irei esquecer deste olhar que em tão pouco tempo esquadrinhou-me os pensamentos e me mostrou tanta confiança.
O pequeno senhor continuou a caminhar talvez estivesse indo para o trabalho,pois estava com um paletó marron claro bem abotoado e engomado,andou um pouco mais rápido deve ter visto as horas no meu relógio talvez e assim seguiu seu caminho levando consigo aquele olha tão terno como de um avô que perdi recentemente e me deixou outra vez.

sábado, 14 de fevereiro de 2009

O senhor de bengala


Desce do carro uma das figuras que ficaria guardada pra sempre em minha mente;
lembro como se fosse hoje,eu no ponto de ônibus no Rio de Janeiro em uma rua da qual não me recordo o nome
a espera do carro que me levaria para a casa onde estava hospedada, de repente para um táxi e dele salta um senhor de aproximadamente 65 anos,magro,alto,cabelos brancos,bigode vistoso e antigo como o de D.Pedro II,terno,bengala e chapéu.
Curvei a cabeça,olhei para baixo e ao erguer-la novamente meus olhos depararam-se com os olhos pequenos e profundos do senhor de bengala misterioso,que me encararam descaradamente --e confesso que nunca ninguém havia me olhado daquela maneira,me desafiando como se eu fosse o inimigo,o invasor ou apenas um critico.
Os olhares pouco a pouco se desapegaram,o senhor seguiu seu caminho e eu continuei a esperar.Esse fato durou segundos ou até mesmo milésimos mas na minha mente se repete em slow,como se esse momento estivesse durado minutos,situações tão simples que deixam marcas tão profundas e nítidas na minha mente.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Madrugada Flutuante.

pés frios sobre a mesa,sobre o chão
sobre tudo
pés frio sobre minhas costas e é tudo
nas minhas mãos na minha fronte
em tudo
pés frios cujo caminhar me consome
pés frios, onde o frio não soa, e calor esbalda com trombetas desfarsantes
som que meus tímpanos afaga
e traga como o cigarro inquietante
um cigarro para disfarçar, a sonolência de quem pisa nesse chão com os pés frios,
e se coloca a retirar
pés frios que no chão caminham oscilando e confundem meu corpo a tapete
como faço para disfarçar?
Recusar esse calor que de perto me afaga, e de longe afoga-me nesses pés frios,
passo lentos, camuflados, nas distracções desse sono lento
sono lento
sonolento
sono e lento
paz que não entendo
quero me afogar no relento, descançar ao som do vento, me entregar a esse passo lento,
lhe beijar com domínio, com sustento,
nada enxerguei, será inimigo desse tempo?
Me desespero, não me entendo com o passa dos tempos, passo lento, sonolento pés frios ao chão do tempo
tempo que voa
passa
gira
tempo que dança
connosco
pés frios
corpo quente
tortura-me, comove-me, com os pés no tempo,
pés frios no momento,corpo quente,eu lhe entendo,
deixa-me infernalmente inspirado nesse tempo, no momento em que lhe ordeno,
passa tempo, corpo quente, dança connosco nesse tempo, neste momento, retire essa sonolência, que toda vida assombra-me!
Espero pelo momento de voar nos meus pensamentos, a quanto tempo, eu quis prolongar com o sustento, de encontrar-me a roda gigante da felicidade, a roda viva dos velhos tempos
onde tudo eram rosas e soluços de alegria
onde tudo eram risos e pouca coisa nos trazia
a felicidade que esperávamos do dia
dia-a-dia
um dia após o outro
do tempo em que os meus pés não eram frios e o seu corpo não era quente
nós movia, nos trazia, nos rodeava, noite e dia
com a faca em meu coração, brincávamos de indefinição, com esse sentimento bom, somos tão bons, como a gente fez ou não fez,
mas restou nem sobrou algo a mais para fazer,
a noite e o dia,como a gente movia o mais límpido por do sol, e a lua cheia mais bela que exista, me perco noite e dia, te encontro todo dia.

Criação conjunta/versos ao vento 2009 - MariahDante e GustavoMaximo

Pages